Eu não entendo como alguém pode se prostrar diante de uma TV e acompanhar uma coisa hedionda chamada Big Brother. Não é querendo adotar o discurso cabeça idiota de que "falta conteúdo na coisa", mas...faz favor! É uma gentinha falando mole, ou então bebendo e mostrando pra todo mundo que não sabe beber. Isso quando não é o mais imbecil de todos ( páreo duro ) que ganha o prêmio.
Dia desses tentei ficar cinco minutos na frente da TV vendo este dejeto, mas não consegui. Uma fulana mastigava alguma coisa enquanto falava com uma beltrana; e ela mordia a coisa (acho que era uma bolacha) e falava mole, e mordia, mastigava, e falava mole com a boca cheia. Comecei a sentir meu cérebro diminuindo à medida que ela mordia a bolacha. Desliguei a TV.
Saturday, March 08, 2008
Monday, December 17, 2007
Vozes veladas
- A pergunta é: você pensa com a sua voz?
- Hum?
- Digo, quando seu cérebro busca palavras para formular uma idéia...com que voz você ouve essas palavras?
- ...
- É com a sua voz ou com, por exemplo...a voz do Cid Moreira? Eu ouço a voz do meu pensamento, mas até hoje não sei se é a minha!
- ...
- Você já pensou nisso?
- Hum?
- Digo, quando seu cérebro busca palavras para formular uma idéia...com que voz você ouve essas palavras?
- ...
- É com a sua voz ou com, por exemplo...a voz do Cid Moreira? Eu ouço a voz do meu pensamento, mas até hoje não sei se é a minha!
- ...
- Você já pensou nisso?
Friday, December 07, 2007
Sunday, November 25, 2007
Engajamento
Eis o que ocorre quando certo povo se resolve engajado:
"Não há alca"
Pixado no vidro de um ônibus - devem ter usado garras animalescas para arranhar o vidro.
Outra vez, esperando o ônibus no ponto, estava lá o protesto contra a visita do Bush:
"Fora bus"
"Não há alca"
Pixado no vidro de um ônibus - devem ter usado garras animalescas para arranhar o vidro.
Outra vez, esperando o ônibus no ponto, estava lá o protesto contra a visita do Bush:
"Fora bus"
Problemática
O horror da morte reside no fato de que o corpo fica. Fôssemos desmaterializados no dado momento da hora fatídica e tudo estaria resolvido. O horror seria um prazer de curiosidade.
Deixar o corpo por aí é algo preoculpante. Não é à toa que alguns preferem virar cinzas - é o desejo de desaparecer atingindo quase que a concretização.
O sumiço deixa no ar algo de intrigante e (por que não?) mágico. Tudo é possível e, além do mais, a idéia de desaparecer é algo que desafia a natureza; ou pelo menos faz pensar em um corte abrupto na dinâmica das coisas.
A morte, tal como ela é, decididamente não desafia a natureza em nada. Antes é uma parte repetitiva e tediosa dela.
Deixar o corpo por aí é algo preoculpante. Não é à toa que alguns preferem virar cinzas - é o desejo de desaparecer atingindo quase que a concretização.
O sumiço deixa no ar algo de intrigante e (por que não?) mágico. Tudo é possível e, além do mais, a idéia de desaparecer é algo que desafia a natureza; ou pelo menos faz pensar em um corte abrupto na dinâmica das coisas.
A morte, tal como ela é, decididamente não desafia a natureza em nada. Antes é uma parte repetitiva e tediosa dela.
Sunday, October 07, 2007
Aviso aos navegantes
A vigilância sanitária passou por este blog e após vistoria recomendou firmemente que eu optasse pelo sistema de comentários pré-selecionados. Funciona assim: você comenta, eu leio e, se o grau de sandice estiver dentro da cota permitida para este recinto, eu publico.
A medida precisou ser adotada devido ao excesso de dejetos despejados nas caixas de comentários por uma criatura que, ao que tudo indica, tem uma almôndega no lugar da massa encefálica. No começo estava até engraçado e quem quiser, e tiver estômago, pode vasculhar os comentários dos posts antigos e verificar que ainda tem muita titica que eu não tive saco nem tempo de apagar. Mas o fato é que a coisa encheu - a doente começou a abusar de termos chulos que ultrapassaram a linha.
A persona em questão deve ter alguma síndrome ou disturbio que talvez um psiquiatra possa definir melhor. Acha que meu nome é Vinícius Viana, que sou co-autor de novelas da globo (pff), e diz que sabe tudo ao meu respeito. Deixa a impressão de que está querendo esfregar alguma coisa na cara desse tal Vinícius (que nunca vi mais gordo), carrega uma tonelada de rancores do passado e,como se não bastasse, escreve mal à beça.
Querida Concy Estragada, você parece que não sei...Vê se me erra! Desembaça! Chispa! Vai ver se eu estou na esquina. Vai ver se eu estou vendendo Tang no semáforo.
E pra não perder o costume, tem um lugar muito especial para o qual eu quero que você vá...
http://dosimulacro.blogspot.com/2005/05/pela-primeira-vez-com-exclusividade_08.html
A medida precisou ser adotada devido ao excesso de dejetos despejados nas caixas de comentários por uma criatura que, ao que tudo indica, tem uma almôndega no lugar da massa encefálica. No começo estava até engraçado e quem quiser, e tiver estômago, pode vasculhar os comentários dos posts antigos e verificar que ainda tem muita titica que eu não tive saco nem tempo de apagar. Mas o fato é que a coisa encheu - a doente começou a abusar de termos chulos que ultrapassaram a linha.
A persona em questão deve ter alguma síndrome ou disturbio que talvez um psiquiatra possa definir melhor. Acha que meu nome é Vinícius Viana, que sou co-autor de novelas da globo (pff), e diz que sabe tudo ao meu respeito. Deixa a impressão de que está querendo esfregar alguma coisa na cara desse tal Vinícius (que nunca vi mais gordo), carrega uma tonelada de rancores do passado e,como se não bastasse, escreve mal à beça.
Querida Concy Estragada, você parece que não sei...Vê se me erra! Desembaça! Chispa! Vai ver se eu estou na esquina. Vai ver se eu estou vendendo Tang no semáforo.
E pra não perder o costume, tem um lugar muito especial para o qual eu quero que você vá...
http://dosimulacro.blogspot.com/2005/05/pela-primeira-vez-com-exclusividade_08.html
Monday, September 03, 2007
DUAS XIMBRAS ou UMA CARTA EXTRAVIADA PARA VOCÊ
Recebi, por esses dias, uma espécie de "presente inusitado". Falemos dele como um brinde, pois a ocasião não era para presentes. O fato é que deram-me duas ximbras. Sim, duas ximbras, e para aqueles que não estão familiarizados com o termo, podem pensar em duas bolinhas de gude, pois é precisamente assim que os paulistas se referem às ximbras.
Pensei logo nos seus olhos; não pela obviedade do fato de as ximbras serem azuis (e elas são realmente azuis), mas sim, e quase exclusivamente porque penso quase que constantemente nos seus olhos.
Meti as duas ximbras em um mesmo bolso e, enquanto voltava para casa, à medida em que caminhava, ouvia o tec tec que elas faziam, chocando-se uma na outra. Pensei firmemente nos seus olhos.
Veja, as ximbras remetem a um tempo de criança, quando o fascínio pelas miúdas bolinhas se dava de duas maneiras: pela brincadeira em si, e também pelo brilho mágico de quando a luz transpassava pelas ximbras, não importando de que cor elas fossem... Mas essas que recebi, e que ainda tenho, são azuis, como os seus olhos.
Sei que tudo isso é bobagem, porém tenho para minha defesa uma atitude que tomei de impulso. De um momento para outro decidi não mais pensar nos seus olhos, e o primeiro passo seria me esquecer das ximbras.
Foi então que as apartei. Um bolso para cada ximbra, e elas assim isoladas não mais fariam tec tec.
Mas essa medida se mostrou sem efeito porque eu inconscientemente metia minhas mãos nos bolsos para me certificar de que as ximbras ainda estariam lá.
Era inevitável: já estava apegado às ximbras, e o apego por elas era uma minúscula parcela do imenso apego que tenho aos seus olhos. E se eu não fosse capaz de me esquecer das ximbras, tampouco...
Comecei um plano urgente para me esquecer dos seus olhos, mas sabia que o resultado não viria sem demora. Precisava me esquecer pouco a pouco das ximbras, então resolvi deixá-las na janela do meu quarto, onde todo objeto é passível de sumiço.
Via as ximbras duas vezes por dia: quando despertava e quando me deitava. Pensava sempre em um acidente, um descuido cheio de cuidados para que elas sumissem.
Derrubei propositalmente uma delas no chão, mas logo me abaixei para apanhá-la. Sorri por alguns instantes ao pensar que já havia desaparecido dalí um lápis, três canetas, um frasco de condicionador e um livro de bolso, mas as ximbras ainda estavam lá, e lá permanecem.
A verdade é que não pensei em desistir de me esquecer das ximbras; o esquecimento se deu naturalmente e, quando por vezes me vejo pensando nelas, já não é mais a semelhança dos seus olhos que me vem à mente, mas sim a inútil atitude de tentar esquecê-los.
Pensei logo nos seus olhos; não pela obviedade do fato de as ximbras serem azuis (e elas são realmente azuis), mas sim, e quase exclusivamente porque penso quase que constantemente nos seus olhos.
Meti as duas ximbras em um mesmo bolso e, enquanto voltava para casa, à medida em que caminhava, ouvia o tec tec que elas faziam, chocando-se uma na outra. Pensei firmemente nos seus olhos.
Veja, as ximbras remetem a um tempo de criança, quando o fascínio pelas miúdas bolinhas se dava de duas maneiras: pela brincadeira em si, e também pelo brilho mágico de quando a luz transpassava pelas ximbras, não importando de que cor elas fossem... Mas essas que recebi, e que ainda tenho, são azuis, como os seus olhos.
Sei que tudo isso é bobagem, porém tenho para minha defesa uma atitude que tomei de impulso. De um momento para outro decidi não mais pensar nos seus olhos, e o primeiro passo seria me esquecer das ximbras.
Foi então que as apartei. Um bolso para cada ximbra, e elas assim isoladas não mais fariam tec tec.
Mas essa medida se mostrou sem efeito porque eu inconscientemente metia minhas mãos nos bolsos para me certificar de que as ximbras ainda estariam lá.
Era inevitável: já estava apegado às ximbras, e o apego por elas era uma minúscula parcela do imenso apego que tenho aos seus olhos. E se eu não fosse capaz de me esquecer das ximbras, tampouco...
Comecei um plano urgente para me esquecer dos seus olhos, mas sabia que o resultado não viria sem demora. Precisava me esquecer pouco a pouco das ximbras, então resolvi deixá-las na janela do meu quarto, onde todo objeto é passível de sumiço.
Via as ximbras duas vezes por dia: quando despertava e quando me deitava. Pensava sempre em um acidente, um descuido cheio de cuidados para que elas sumissem.
Derrubei propositalmente uma delas no chão, mas logo me abaixei para apanhá-la. Sorri por alguns instantes ao pensar que já havia desaparecido dalí um lápis, três canetas, um frasco de condicionador e um livro de bolso, mas as ximbras ainda estavam lá, e lá permanecem.
A verdade é que não pensei em desistir de me esquecer das ximbras; o esquecimento se deu naturalmente e, quando por vezes me vejo pensando nelas, já não é mais a semelhança dos seus olhos que me vem à mente, mas sim a inútil atitude de tentar esquecê-los.
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