Thursday, July 30, 2009
Sunday, May 24, 2009
Desgrude
Parar de fumar é como captar um poder que em muitos está oculto, ou não existe! Não falo daquela baboseira toda de superação do drama do vício, força de vontade, etc...
O bom mesmo dessa história de parar é exercitar o poder de se despreender das coisas. Por que senão veja: primeiro você vê que é possível se despreender do cigarro, depois você começa a cogitar o despreendimento de alguma paixão, de um objeto ou de uma idéia, de um outro vício...e coisa e tal!
O bom mesmo dessa história de parar é exercitar o poder de se despreender das coisas. Por que senão veja: primeiro você vê que é possível se despreender do cigarro, depois você começa a cogitar o despreendimento de alguma paixão, de um objeto ou de uma idéia, de um outro vício...e coisa e tal!
Tuesday, December 02, 2008
120 Horas
- 24 Horas?
- Olha, não tinha 24 Horas, mas eu achei este daqui: 120 horas, serve?
Fins de 2007, e eu indagava a quem tinha me "tirado" no amigo secreto, na empresa onde trabalho. Coloquei no papelzinho dos presentes 24 Horas, quando o título do livro é 120 Horas. Erro grosseiro, eu sei...mas foi engraçado.
Confesso que tenho um certo interesse pela literatura dos 2000, fato este já registrado aqui.
Além de que, Luis Eduardo Matta, o autor, faz parte de um grupo de escritores que se propõe a fazer uma literatura ...humm pop. Eu diria descompromissada. Mas o que seria uma literatura descompromissada, afinal? É aquela com a qual você não se casa?
A trama se passa no ano de 1998; Brasil, Síria e França estão entre os cenários. O desaparecimento (morte?) de um personagem e a consequente busca pelo seu paradeiro impulsionam um enredo onde temos: drama familiar, interesses particulares, interesses coletivos e uma gigantesca máquina estruturada em prol da dominação mundial. Acreditar que tudo não passa de uma ficção envolve fé.
Aurélio trabalha duramente em um projeto nuclear na Síria. O fato do seu desaparecimento é o âmago da história e os movimentos e motivaçoes de todos os outros personagens estão condicionados a isso. Esta estrutura típica da novela clássica pode gerar e sustentar diversos gêneros - aqui fica bem nítido o suspense e um pouco de drama.
A idéia de que há algo de imenso e terrível por trás do mistério, juntamente com aquela velha esperança de tudo acabar bem (happy end) faz com que a leitura seja quase contínua.
A única objeção que faço: faltou humor no livro. A gente percebe que em alguns momentos há tentativas de humor, e só. Posso estar enganado...
Enfim, uma ficção apoiada em questões tão reais quanto as que são rotina nos noticiários da tv; elas estão alí, distantes da nossa vivência ao mesmo tempo em que, em algum ponto, se chocam com a nossa realidade, causando por vezes mal estar.
O livro é bom.
- Olha, não tinha 24 Horas, mas eu achei este daqui: 120 horas, serve?
Fins de 2007, e eu indagava a quem tinha me "tirado" no amigo secreto, na empresa onde trabalho. Coloquei no papelzinho dos presentes 24 Horas, quando o título do livro é 120 Horas. Erro grosseiro, eu sei...mas foi engraçado.
Confesso que tenho um certo interesse pela literatura dos 2000, fato este já registrado aqui.
Além de que, Luis Eduardo Matta, o autor, faz parte de um grupo de escritores que se propõe a fazer uma literatura ...humm pop. Eu diria descompromissada. Mas o que seria uma literatura descompromissada, afinal? É aquela com a qual você não se casa?
A trama se passa no ano de 1998; Brasil, Síria e França estão entre os cenários. O desaparecimento (morte?) de um personagem e a consequente busca pelo seu paradeiro impulsionam um enredo onde temos: drama familiar, interesses particulares, interesses coletivos e uma gigantesca máquina estruturada em prol da dominação mundial. Acreditar que tudo não passa de uma ficção envolve fé.
Aurélio trabalha duramente em um projeto nuclear na Síria. O fato do seu desaparecimento é o âmago da história e os movimentos e motivaçoes de todos os outros personagens estão condicionados a isso. Esta estrutura típica da novela clássica pode gerar e sustentar diversos gêneros - aqui fica bem nítido o suspense e um pouco de drama.
A idéia de que há algo de imenso e terrível por trás do mistério, juntamente com aquela velha esperança de tudo acabar bem (happy end) faz com que a leitura seja quase contínua.
A única objeção que faço: faltou humor no livro. A gente percebe que em alguns momentos há tentativas de humor, e só. Posso estar enganado...
Enfim, uma ficção apoiada em questões tão reais quanto as que são rotina nos noticiários da tv; elas estão alí, distantes da nossa vivência ao mesmo tempo em que, em algum ponto, se chocam com a nossa realidade, causando por vezes mal estar.
O livro é bom.
Monday, November 24, 2008
Sunday, November 16, 2008
Pêndulo
Controlar a amargura interior, que é esse lodo que vem em um crescendo...
Não adianta, não há remédio miraculoso, nem tarja preta que o valha. A fuga desse estado de coisas requer sacrifícios.
É por isso que eu digo que é preciso estar sempre alerta, sempre ocupado ou trabalhando - como queira.
Não ter tempo nem de respirar é decididamente algo vital.
Não adianta, não há remédio miraculoso, nem tarja preta que o valha. A fuga desse estado de coisas requer sacrifícios.
É por isso que eu digo que é preciso estar sempre alerta, sempre ocupado ou trabalhando - como queira.
Não ter tempo nem de respirar é decididamente algo vital.
História
A História é uma longa comédia sem tempo de duração definido. Nela, cada ato é uma repetição do anterior; as únicas variações são os figurinos e os cenários.
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