Tuesday, December 01, 2009

Cristais

A hora anterior é sempre mais interessante do que esta que agora passa. É assim que o passado vai construindo, aos poucos, sua infindável teia de grandes e inesquecíveis eventos.

Wednesday, November 18, 2009

SP

São Paulo é uma cidade tão difícil, mas tão difícil de se viver, que se eu fosse uma formiguinha, correria para o bueiro.

Thursday, October 15, 2009

Cismando

Um pensamento precisa ser muito sólido para resistir a um passeio pelo Brás ou pelo Largo da Batata. Era Sócrates que gostava de filosofar enquanto caminhava, se não estou enganado...Pois então, acho que era pra isso mesmo que ele caminhava, pra testar a resistência do pensamento. "Vamos ver se ele vai até aquela esquina..!"; " HOoohhOo! E não é mesmo que sobreviveu até aqui...! Vou contornar aquela praça agora e ver no que vai dar!"

Respeito a idéia que sobrevive a um passeio.

Thursday, July 30, 2009

...

Às vezes queria poder ficar de molho da humanidade.

Sunday, May 24, 2009

Desgrude

Parar de fumar é como captar um poder que em muitos está oculto, ou não existe! Não falo daquela baboseira toda de superação do drama do vício, força de vontade, etc...

O bom mesmo dessa história de parar é exercitar o poder de se despreender das coisas. Por que senão veja: primeiro você vê que é possível se despreender do cigarro, depois você começa a cogitar o despreendimento de alguma paixão, de um objeto ou de uma idéia, de um outro vício...e coisa e tal!

Tuesday, December 02, 2008

Ow!

Ow, viram no Ipiranga as carnes flácidas
De um povo obeso mórbido e fumante...

120 Horas

- 24 Horas?
- Olha, não tinha 24 Horas, mas eu achei este daqui: 120 horas, serve?
Fins de 2007, e eu indagava a quem tinha me "tirado" no amigo secreto, na empresa onde trabalho. Coloquei no papelzinho dos presentes 24 Horas, quando o título do livro é 120 Horas. Erro grosseiro, eu sei...mas foi engraçado.
Confesso que tenho um certo interesse pela literatura dos 2000, fato este já registrado aqui.
Além de que, Luis Eduardo Matta, o autor, faz parte de um grupo de escritores que se propõe a fazer uma literatura ...humm pop. Eu diria descompromissada. Mas o que seria uma literatura descompromissada, afinal? É aquela com a qual você não se casa?
A trama se passa no ano de 1998; Brasil, Síria e França estão entre os cenários. O desaparecimento (morte?) de um personagem e a consequente busca pelo seu paradeiro impulsionam um enredo onde temos: drama familiar, interesses particulares, interesses coletivos e uma gigantesca máquina estruturada em prol da dominação mundial. Acreditar que tudo não passa de uma ficção envolve fé.
Aurélio trabalha duramente em um projeto nuclear na Síria. O fato do seu desaparecimento é o âmago da história e os movimentos e motivaçoes de todos os outros personagens estão condicionados a isso. Esta estrutura típica da novela clássica pode gerar e sustentar diversos gêneros - aqui fica bem nítido o suspense e um pouco de drama.
A idéia de que há algo de imenso e terrível por trás do mistério, juntamente com aquela velha esperança de tudo acabar bem (happy end) faz com que a leitura seja quase contínua.
A única objeção que faço: faltou humor no livro. A gente percebe que em alguns momentos há tentativas de humor, e só. Posso estar enganado...
Enfim, uma ficção apoiada em questões tão reais quanto as que são rotina nos noticiários da tv; elas estão alí, distantes da nossa vivência ao mesmo tempo em que, em algum ponto, se chocam com a nossa realidade, causando por vezes mal estar.
O livro é bom.