Wednesday, April 27, 2005

Cremo cremo cremo cremogema...

Agora que o novo Papa está aí, quero saber:

Afinal, de que cor que era a fumacinha, mainha?


-- Não era de cor de róseo, seu zagabound!

Para quem quer conquistar o mundo com um blog, eu declamo:

Vês? NInguém assistiu ao formidável enterro de tua última quimera
Somente a ingratidão -esta pantera - foi tua companheira inseparável!

There is a War

Agora fico sabendo que os EUA não mais farão buscas a procura de merd_ destruction no Iraque.
Algo de muito importante aconteceu nos últimos dois anos, mas não esperem por revelações. Toda a mídia ocidental, paralizada pela manipulação gramiscista-em-contínuo-e-silencioso-avanço , está interessadíssima em manter tudo em oculto...ora mas vocês não sabem?

O mais engraçado: uma equipe ficará de butuca para ser "acionada" (corda, zagabond!!) ao menor sinal da aparição de novas pistas.

Tá bom que não tem nada na Síria!
(segura na própria gola, esbugalha os olhos e grita: Preciso disso pra viver!!)

É como diria aquela patinha robô do Duck Tales: "É mentira...está mentindo tindo, tindo, tindo, tindÔ!"

Tuesday, April 26, 2005

Nápoles

Sobre a foto abaixo.

Pois bem, tentei deixá-la sem explicações, mas algo me impeliu a fazer o contrário. É que...como direi? Encontrei uma deixa para falar sobre fotografia. Isso não é demais?

Na verdade não há nada demais, apenas devo dizer que a fotografia é uma arte sem importância (quê? como?) a menos, é claro, que tenha algum valor sentimental para quem a vê.
Esta foto encontrei no gugou depois de buscar por "Recife 1985" na parte de imagens. O fato é que, levando em conta a ressalva (aquela que...), e observando a biografia deste que vos tecla; se separarmos o período de 1985 a 1987, teremos em mãos, justinho-e-definido, o tempo que corresponde a primeira infãncia, que passei em Recife. E todos deveriam ser sentimentais neste período (e/ou sentimentais por conseguinte), ou ter sentimentalismo exacerbado e incurável pela primeira infância, pois nela tudo é mágico e grandioso. E se a vida fosse boa, seria toda ela assim, sempre, como na primeira infância.
Não posso deixar de imaginar que eu bem que poderia estar atravessando esta avenida, no momento em que bateram esta foto. Na verdade posso me ver pequenino, segurando na mão de minha mãe e olhando com ódio melodramático para os ônibus, que todas as manhãs, sem falta, roubavam ela de mim e a levavam para o trabalho. Sem falta? Não me esqueço de quando os ônibus da Nápoles entraram em greve e minha mãe ficou em casa. Foi uma alegria pra mim...
Outro ponto: a tonalidade. Esse tom, que parece envolver tudo em uma bruma meio difusa, só contribui para a ligação afetiva. É definitivamente uma imagem capturada do meu passado, e reforçada pela idéia de que a avenida fica em Recife. E as grandes avenidas sempre estavam próximas ao mar. Já havia uma ligação na minha mente de seis anos, e ela associava avenidas movimentadas à praia. Hoje, quando passo por uma avenida movimentada, debaixo de um céu limpo...se vejo um pedaço de palmeira, mesmo estando em São Paulo, já sinto cheiro de sargaço. Mas isso eu sei que é psicológico.
O que eu quero dizer é que não consigo ver graça em fotografias que não tenham valor sentimental. São geralmente frias e sem beleza, por mais bem trabalhadas que estejam. E só me sufocam na tentativa desesperada de transmitir algo.

Saturday, April 16, 2005

Férias de Natal

Estou lendo Férias de Natal, do William Somerset Maugham -um dos meus escritores favoritos. Sim, o livro é bom, não me decepciona, embora eu desconfie de que o melhor do bruxo Maugham eu já li. O que não estou gostando nada é que minha cabeça ainda fervilha com as impressões da minha leitura anterior- Ana Karenina, do Tolstói.
Sei não, mas sinto que estou chifrando o Maugham, e isso não é legal.
Já sei, vou procurar uma ferrovia!

Tédio.com

Eu gostaria muito de entender o que acontece com essas pessoas que vivem se referindo ao universo mongol...digo, blogal. Estão sempre fazendo referências à blogs, e com tanta "propriedade" que chega a espantar. Eu acredito que seja pura falta de assunto, porque não há desculpa para uma coisinha tão chinfrim como essa.
Cinema faz referência à filmes, músicas fazem uso de referências musicais , e literatura com esse troço chamado intertextualidade você ainda traga porque cinema, música e literatura, além de serem formas de arte, já têm lá a sua estradinha consolidada . Já o blog, definitivamente não. Tudo na internet acontece rápido demais, e a profusão de coisasitas e informações não dão tempo para consagrações assim. E blog não é arte, não é movimento cultural, nem revolução, nem porra nenhuma. Quem faz muita referência ao universo mongol...digo, blogal, parece sofrer de uma pretensão crônica, e estão por demais iludidas com a idéia de que pertencem a um movimento- cultural-tipo-assim-muito-trislegal, saca?
Exemplos de referência mongol (desisto):
- Pessoas que não emendam dois posts sem usar as palavras: blog, blogueiro, blogosfera, bons blogs, ruins blogs, blogs que dançam tchá-tchá-tchá ;
- Pessoas que vivem dando "dicas"(oh! segredo do sucesso) de postagem;
- Pessoas que enchem seus blogs com regras de postagem (vá cagar regras no inferno)

Sem contar que quem assim procede deixa uma triste e lastimável impressão nos leitores, sobretudo em mim. É que dão a entender que vivem de blogs, cheiram blogs, comem blogs, sonham com blogs, trepam pensando em blogs...credo! Get a life.