Parar de fumar é como captar um poder que em muitos está oculto, ou não existe! Não falo daquela baboseira toda de superação do drama do vício, força de vontade, etc...
O bom mesmo dessa história de parar é exercitar o poder de se despreender das coisas. Por que senão veja: primeiro você vê que é possível se despreender do cigarro, depois você começa a cogitar o despreendimento de alguma paixão, de um objeto ou de uma idéia, de um outro vício...e coisa e tal!
Sunday, May 24, 2009
Bolor
O bom da internet é que a sua memória não desvanece; não é varrida para trás, como acontece com os demais veículos.
Salvo exceções (sites que expiram, blogs que terminam), aqui tudo fica arquivado e acessível para todo o sempre...aleluia!
Resolvi sair em busca de blogs que não visitava há anos, e fui por curiosidade mesmo - encontrei vários que ainda estão por aí...! É impressionante o que vi.
Li textos de pessoas que continuam com as mesmíssimas idéias, as idênticas linhas de raciocínio batidas, as mesmas cópias de formas de pensar de outros, a mesma mania de levar internet a sério, as enfadonhas frases e conclusões já saturadas de 3, 4, 5, 6 anos atrás! Alha me Deus! Tem alguns que fiz questão de comparar: li um post de 2009, depois um de 2006, depois um de 2003; pareciam escritos no mesmo dia!
Será que em 6 anos não aconteceu nada na vida dessas pessoas? Fiquei em choque!
Por outro lado fiquei triste que alguns blogs, de que eu gostava bastante, acabaram.
Salvo exceções (sites que expiram, blogs que terminam), aqui tudo fica arquivado e acessível para todo o sempre...aleluia!
Resolvi sair em busca de blogs que não visitava há anos, e fui por curiosidade mesmo - encontrei vários que ainda estão por aí...! É impressionante o que vi.
Li textos de pessoas que continuam com as mesmíssimas idéias, as idênticas linhas de raciocínio batidas, as mesmas cópias de formas de pensar de outros, a mesma mania de levar internet a sério, as enfadonhas frases e conclusões já saturadas de 3, 4, 5, 6 anos atrás! Alha me Deus! Tem alguns que fiz questão de comparar: li um post de 2009, depois um de 2006, depois um de 2003; pareciam escritos no mesmo dia!
Será que em 6 anos não aconteceu nada na vida dessas pessoas? Fiquei em choque!
Por outro lado fiquei triste que alguns blogs, de que eu gostava bastante, acabaram.
Monday, April 27, 2009
ó gosh
Tenho uma idéia bem particular a respeito de deus . Deus é um pretenso artista!
Imagine que toda a História se passa em um estúdio de gravuras, e que deus faz cada gravura com a intensão de atingir O ideal da perfeição. Claro que nesse meio tempo ele vai treinando e errando, como qualquer mortal Ele às vezes consegue feitos incríveis, traçando formas perfeitas, traços mais que lineares, surpreendentes até mesmo para seu mestre que nunca existiu- essas ele guarda.
Já as outras, a maioria delas, acabam engavetadas, como obras de um artista frustrado!
Deus às vezes fica todo orgulhoso de si, pois em um só golpe de inspiração cria um Da Vinci, um Cervantes....Outras horas é de chorar, pois o tubo de tinta emborca, derramando tudo, e no meio do borrão sai um Lindenberg da vida, por exemplo...
De toda a obra de deus há coisas que irão para a moldura, e ficarão penduradas no estúdio para todo o sempre. Já as demais, a grande e dramática maioria, servirá para uma imensa fogueira.
Imagine que toda a História se passa em um estúdio de gravuras, e que deus faz cada gravura com a intensão de atingir O ideal da perfeição. Claro que nesse meio tempo ele vai treinando e errando, como qualquer mortal Ele às vezes consegue feitos incríveis, traçando formas perfeitas, traços mais que lineares, surpreendentes até mesmo para seu mestre que nunca existiu- essas ele guarda.
Já as outras, a maioria delas, acabam engavetadas, como obras de um artista frustrado!
Deus às vezes fica todo orgulhoso de si, pois em um só golpe de inspiração cria um Da Vinci, um Cervantes....Outras horas é de chorar, pois o tubo de tinta emborca, derramando tudo, e no meio do borrão sai um Lindenberg da vida, por exemplo...
De toda a obra de deus há coisas que irão para a moldura, e ficarão penduradas no estúdio para todo o sempre. Já as demais, a grande e dramática maioria, servirá para uma imensa fogueira.
Tuesday, December 02, 2008
120 Horas
- 24 Horas?
- Olha, não tinha 24 Horas, mas eu achei este daqui: 120 horas, serve?
Fins de 2007, e eu indagava a quem tinha me "tirado" no amigo secreto, na empresa onde trabalho. Coloquei no papelzinho dos presentes 24 Horas, quando o título do livro é 120 Horas. Erro grosseiro, eu sei...mas foi engraçado.
Confesso que tenho um certo interesse pela literatura dos 2000, fato este já registrado aqui.
Além de que, Luis Eduardo Matta, o autor, faz parte de um grupo de escritores que se propõe a fazer uma literatura ...humm pop. Eu diria descompromissada. Mas o que seria uma literatura descompromissada, afinal? É aquela com a qual você não se casa?
A trama se passa no ano de 1998; Brasil, Síria e França estão entre os cenários. O desaparecimento (morte?) de um personagem e a consequente busca pelo seu paradeiro impulsionam um enredo onde temos: drama familiar, interesses particulares, interesses coletivos e uma gigantesca máquina estruturada em prol da dominação mundial. Acreditar que tudo não passa de uma ficção envolve fé.
Aurélio trabalha duramente em um projeto nuclear na Síria. O fato do seu desaparecimento é o âmago da história e os movimentos e motivaçoes de todos os outros personagens estão condicionados a isso. Esta estrutura típica da novela clássica pode gerar e sustentar diversos gêneros - aqui fica bem nítido o suspense e um pouco de drama.
A idéia de que há algo de imenso e terrível por trás do mistério, juntamente com aquela velha esperança de tudo acabar bem (happy end) faz com que a leitura seja quase contínua.
A única objeção que faço: faltou humor no livro. A gente percebe que em alguns momentos há tentativas de humor, e só. Posso estar enganado...
Enfim, uma ficção apoiada em questões tão reais quanto as que são rotina nos noticiários da tv; elas estão alí, distantes da nossa vivência ao mesmo tempo em que, em algum ponto, se chocam com a nossa realidade, causando por vezes mal estar.
O livro é bom.
- Olha, não tinha 24 Horas, mas eu achei este daqui: 120 horas, serve?
Fins de 2007, e eu indagava a quem tinha me "tirado" no amigo secreto, na empresa onde trabalho. Coloquei no papelzinho dos presentes 24 Horas, quando o título do livro é 120 Horas. Erro grosseiro, eu sei...mas foi engraçado.
Confesso que tenho um certo interesse pela literatura dos 2000, fato este já registrado aqui.
Além de que, Luis Eduardo Matta, o autor, faz parte de um grupo de escritores que se propõe a fazer uma literatura ...humm pop. Eu diria descompromissada. Mas o que seria uma literatura descompromissada, afinal? É aquela com a qual você não se casa?
A trama se passa no ano de 1998; Brasil, Síria e França estão entre os cenários. O desaparecimento (morte?) de um personagem e a consequente busca pelo seu paradeiro impulsionam um enredo onde temos: drama familiar, interesses particulares, interesses coletivos e uma gigantesca máquina estruturada em prol da dominação mundial. Acreditar que tudo não passa de uma ficção envolve fé.
Aurélio trabalha duramente em um projeto nuclear na Síria. O fato do seu desaparecimento é o âmago da história e os movimentos e motivaçoes de todos os outros personagens estão condicionados a isso. Esta estrutura típica da novela clássica pode gerar e sustentar diversos gêneros - aqui fica bem nítido o suspense e um pouco de drama.
A idéia de que há algo de imenso e terrível por trás do mistério, juntamente com aquela velha esperança de tudo acabar bem (happy end) faz com que a leitura seja quase contínua.
A única objeção que faço: faltou humor no livro. A gente percebe que em alguns momentos há tentativas de humor, e só. Posso estar enganado...
Enfim, uma ficção apoiada em questões tão reais quanto as que são rotina nos noticiários da tv; elas estão alí, distantes da nossa vivência ao mesmo tempo em que, em algum ponto, se chocam com a nossa realidade, causando por vezes mal estar.
O livro é bom.
Monday, November 24, 2008
Sunday, November 16, 2008
Pêndulo
Controlar a amargura interior, que é esse lodo que vem em um crescendo...
Não adianta, não há remédio miraculoso, nem tarja preta que o valha. A fuga desse estado de coisas requer sacrifícios.
É por isso que eu digo que é preciso estar sempre alerta, sempre ocupado ou trabalhando - como queira.
Não ter tempo nem de respirar é decididamente algo vital.
Não adianta, não há remédio miraculoso, nem tarja preta que o valha. A fuga desse estado de coisas requer sacrifícios.
É por isso que eu digo que é preciso estar sempre alerta, sempre ocupado ou trabalhando - como queira.
Não ter tempo nem de respirar é decididamente algo vital.
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